Você sabe o que é meningite viral?

 

 A meningite viral, também chamada de meningite asséptica, é bem mais frequente que a meningite bacteriana. Um grupo de vírus denominados enterovírus, constitui a causa mais comum de meningite viral. Os enterovírus encontram-se na garganta e fezes das pessoas infectadas. Estes vírus, têm maior possibilidade de ser disseminados quando as pessoas não lavam as mãos após ir ao banheiro, trocam fraldas ou lençóis sujos e depois levam as mãos à boca, preparam alimentos ou tocam em outras pessoas com os dedos contaminados.

Estes vírus podem, também, ser transmitidos por contatos pessoais íntimos, comuns entre membros de uma mesma família. Em geral, as pessoas com meningite viral ficam menos enfermas do que aquelas com meningite bacteriana e se curam espontaneamente. As pessoas em contato íntimo com pacientes portadores de meningites virais, não necessitam de tratamento preventivo com antibióticos, mas deverão lavar as mãos frequentemente com água morna e sabão, ou usar produtos para limpeza das mãos à base de álcool ou álcool gel, para evitar a transmissão.

De modo geral, ocorrem mais casos de meningite viral no fim do verão e no começo do outono. Por isso é preciso ficar atento.

 

Saiba quais são os sintomas de meningite

 

Os sintomas de meningite podem surgir repentinamente. Febre, dor de cabeça forte e constante rigidez ou dor no pescoço, náuseas e vômitos, podem ser sinais e sintomas de meningite. Manchas vermelhas pequenas ou grandes na pele, podem ser sinal de gravidade. Mudanças de comportamento como confusão, sonolência e dificuldade para acordar, também são sinais importantes de sintomas. Em recém-nascidos e lactentes, os únicos sinais e sintomas de meningite podem ser febre, irritação, cansaço e falta de apetite.

Sempre que alguém apresentar ou observar esses sintomas, deve procurar imediatamente assistência médica, para assegurar-se do diagnóstico e iniciar o tratamento o mais rápido possível.

 

Como as bactérias e vírus que causam meningite são transmitidos?

 

Os vírus que causam meningite podem ser transmitidos pela saliva ou pelas fezes. As bactérias que causam meningite são geralmente transmitidas de pessoa para pessoa, pelo contato com saliva infectada. A maioria das pessoas pode já ter imunidade (proteção natural) contra muitos desses vírus e bactérias.

 

Como é possível evitar a meningite?

 

Para as pessoas que tiveram contato próximo com doentes com meningite causada por certos tipos de bactérias, os profissionais de saúde deverão orientar sobre a necessidade do uso de medicação preventiva (quimioprofilaxia com antibiótico). Esta medida é realizada pelo serviço de saúde local, na residência, na creche e em outras situações específicas, no sentido de interromper a cadeia de transmissão da doença.

O hábito de lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou de usar produtos para a limpeza das mãos à base de álcool ou álcool gel, também ajuda a interromper a disseminação de muitos vírus e bactérias. Ao evitar compartilhar alimentos, bebidas, pratos, copos e talheres, é outra maneira de interromper a transmissão dos germes.

Além das medidas acima, existem vacinas para prevenção, mas não para todos os tipos de bactérias que causam meningite. Ainda não existem vacinas contra os vírus que mais frequentemente causam meningite.

 

Como as meningites são tratadas?

 

As meningites bacterianas precisam de tratamento imediato com antibióticos específicos e em ambiente hospitalar. Já as meningites virais, podem ou não necessitar de internação, mas essa avaliação deve sempre ser feita por um médico qualificado. O tratamento inclui repouso e cuidados gerais, não sendo necessário a utilização de antibióticos.

 

 Como você pode colaborar?

 

  • Diante da suspeita de meningite, procurar imediatamente atendimento médico, evitando remédios caseiros ou receitados em farmácia;
  • evitar ir com febre para a aulas e procurar o serviço médico;
  • comunicar a instituição de ensino, caso a doença seja confirmada;
  • manter as medidas recomendadas de limpeza e higiene;
  • cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir;
  • lavar as mãos com frequência com água e sabão, ou utilizar álcool gel;
  • não compartilhar copos, talheres e alimentos;
  • procurar não levar as mãos à boca ou aos olhos;
  • Sempre que possível evitar aglomerações ou locais pouco arejados;
  • manter os ambientes frequentados sempre limpos e ventilados;
  • evitar contato próximo com pessoas doentes;
  • se apresentar os sinais e sintomas acima mencionados, evite o contato com outras pessoas, até ser avaliado por um profissional da saúde.

 

Lembre-se: é importante procurar imediatamente serviço médico para esclarecimento diagnóstico e tratamento adequado.

FONTE:

http://www.cve.saude.sp.gov.br • DOENÇAS DE TRANSMISSÃO RESPIRATÓRIA PREVINA-SE (Documento elaborado pela Equipe Técnica da DDTR/CVE/CCD/SES-SP, em junho/2013, São Paulo, Brasil). http://www.saude.sp.gov.br/resources/ccd/homepage/bepa/edicao-2018/edicao_178_- _outubro.pdf. http://www.saude.sp.gov.br/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica-prof.-alexandrevranjac/homepage/acesso-rapido/guia-de-vigilancia-epidemiologica-do-cve