Cerca de 60 alunos do curso de Direito participaram no último dia 16 de uma visita ao Museu da Polícia Civil de São Paulo, também conhecido como Museu do Crime, localizado na Academia de Polícia “Dr. Coriolano Nogueira Cobra” (Acadepol), na Capital.

Acompanhados pelo coordenador do curso, professor Laércio Veloso, os acadêmicos puderam conferir o acervo que reúne ferramentas, objetos e documentos utilizados em delitos de grande repercussão, além da história de criminosos que se tornaram famosos por seus atos cruéis. Divididos em três temáticas (crimes sexuais, patrimoniais e chacinas), relatam histórias como a do Maníaco do Parque (1988), Chico Picadinho (1966), Bandido da Luz Vermelha e o famoso crime da mala, ocorrido em 1928.

A unidade possui ainda fotos, documentos, máquinas de jogos de azar, mobiliários, instrumentos e veículos utilizados pela polícia desde a década de 50. Entre as armas estão facas, revólveres, espingardas e metralhadoras, originalmente usadas em cenas de crimes.

A aluna Ana Paula Sensiate Kennerly Vaz avalia que a visita reforçou sua certeza pela área escolhida. “A essência da Policia Civil está exposta em cada imagem, em cada setor do Museu, um passeio que indico a todos que têm curiosidade de conhecer um pouco mais da história da polícia”, disse.

Segundo o diretor da Faculdade de Direito, Edmilson Antônio Hubert, a visita ao Museu do Crime proporciona aos acadêmicos de Direito a vivência de uma experiência única, o enfrentamento da realidade pericial, com o resgate de suas mais variadas histórias. “Isso ajuda o acadêmico no processo de amadurecimento de suas decisões sobre a área que pretende seguir e a aprofundar os seus conhecimentos”, avalia.

O agendamento da visita foi feita a pedido de alunos e realizada pelo professor Júlio Gustavo Vieira Guebert, delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Estado de São Paulo. De acordo com o coordenador Laércio, a visita ao Museu, a segunda já feita pelo curso, será repetida em outros semestres para aproximar ainda mais os alunos do mundo jurídico e da Polícia Civil do Estado.