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Alunos do CEUNSP contam como foi estágio na França
Data:27/1/2009
Preparativos e “bagagem” de conhecimentos garantem sucesso em longo período fora do país É até possível imaginar como seria viver de seis a oito meses num outro país, longe dos amigos e da família, convivendo com pessoas de outras culturas, tendo que se comunicar num idioma que você ainda não domina totalmente. Mas só vivendo essa experiência é possível tirar suas lições, seus ensinamentos e poder dizer: “Valeu a pena! Faria tudo de novo!”.
Essa é sensação que se tem ao conversar com três dos seis alunos de Gastronomia do CEUNSP (Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio) que fizeram seus estágios de conclusão de curso em hotéis na França. Na verdade, até o momento, um deles ainda não havia retornado. E pode nem voltar tão cedo. É que Leandro da Fonseca, que teve a viagem subsidiada pelo CEUNSP, “corre o risco” de ser contratado e ficar mais tempo do que previa.
Além de Leandro, participaram do intercâmbio os alunos Sérgio Oliveira Souza Júnior, Ossimar Santo Marcon Filho, André de Carvalho Pinheiro, Luiz Carlos Locatelli Júnior e Jussara Lucilia Santos, única casada do grupo, que enfrentou a saudades da filha e do marido por oito meses. “Tinha dias de eu querer voltar, com saudades de casa, mas bati o pé firme pra ficar. Foi uma experiência válida em todos os sentidos, um crescimento muito grande como profissional e como pessoa”, resume ela, que retornou a Indaiatuba em dezembro.
Uma das maiores dificuldades, relatam os alunos, foi o choque cultural de conviver no dia-a-dia com pessoas de hábitos diferentes. Jussara conta que se “segurou muito” até aprender a conviver com uma islandesa, que hoje se tornou uma grande amiga. “Conversamos quase que diariamente”, relata. Serginho e Ossimar, que voltaram ao Brasil em novembro, tiveram a companhia um do outro, pois estagiaram no mesmo hotel, mas dividiram o espaço com um austríaco, um alemão, um dominicano e um espanhol. Todos sob a tutela do chef Jean-François Romeas, que, ao contrário do que possa sugerir o nome, é indiano. “Pra mim, que sempre morei com minha mãe, foi um crescimento muito grande como pessoa”, diz Serginho, que já recebeu em Sorocaba, onde mora, dois “hóspedes” entre os amigos que fez na França.
Quanto ao chef franco-indiano, Ossimar conta que a atenção foi tão grande que até pratos que não estavam na carta do hotel foram ensinados. “Nosso chef comprava os ingredientes pra que nós pudéssemos aprender”, afirma. Com 34 anos, Jean-François Romeas já passou uma temporada na América Latina, onde conheceu a Venezuela, Bolívia e Brasil. “Acho que, também por isso, ele nos adotou”, diz Ossimar.
Já Jussara teve que vencer um certo preconceito. “Logo no primeiro dia o meu chef disse que não gostava muito de trabalhar com mulheres. Pensei: ‘ele vai ter que me engolir’. Provei meu valor e ele chegou por diversas vezes a mudar o dia das minhas folgas para que eu o ajudasse, tamanha era a confiança que ele tinha em mim. Era cobrada como se fosse uma funcionária e às vezes trocávamos de papel. Com isso, aprendi muito de como um restaurante deve ser administrado. Cheguei a freqüentar a casa dele e também nos tornamos grandes amigos”, diz ela.
Muito do sucesso da experiência, dizem eles, também foi em função do preparo anterior, da “bagagem” que levaram do Brasil. “Sem a faculdade não teria a mínima condição de ir. Aliás, ajudou tanto que eu só fui por causa dela”, diz Jussara. “90% do que eu exerci já tinha visto na faculdade. O curso me deu uma base muito grande, foi nota mil. Na França eu aprendi aquele pingo no i, o detalhe, porque os franceses são muito técnicos”, afirma Serginho.
Para Ossimar, a amplitude de possibilidades que o curso de Gastronomia ofereceu foi um dos principais ganhos. “As pessoas acham que gastronomia é só cozinhar e comer, mas há um leque muito grande, que envolve legislação, turismo, hotelaria, gathering, enologia, engenharia e arquitetura para planejar os ambientes, relações interpessoais... Lá na França vi como todas essas disciplinas fizeram a diferença”, relata.
De volta na bagagem, muitas histórias para contar e um currículo enriquecido, além de um idioma falado fluentemente. Mas não só isso. Os contatos feitos durante o período podem garantir futuras colocações no mercado de trabalho. Ossimar e Serginho conheceram um casal de brasileiros, donos de um hotel na Bahia, que os convidou para um novo estágio. Além disso, através deste mesmo casal, um contato foi feito com os proprietários do Grupo Fasano, uma das melhores e mais importantes redes de restaurantes do país, com sede na Capital paulista, e que pretende ter um filial na região. A entrevista com um dos chefs foi feita no dia 17 de dezembro e os dois aguardam pela abertura do restaurante, prevista para maio. Mas também podem retornar à Europa: Ossimar avalia uma proposta para trabalhar na ilha de Córsega; Serginho pode voltar à França ou ainda para algum país vizinho. Jussara teve a proposta de permanecer mais tempo, mas a saudade falou mais alto. “Acho que aprendi tudo que poderia aprender e por isso decidi voltar. Também pela saudade. Mas sem dúvida foi uma experiência pra vida toda.”
Mais informações sobre o CEUNSP podem ser obtidas no site www.ceunsp.edu.br ou pelo 0800-109535.
O CEUNSP (Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio), um dos maiores complexos educacionais do País, atualmente com 114 cursos, turnos e habilitações, do Jardim da Infância à Pós-Graduação, vem se notabilizando por um ensino de qualidade em que a diretriz primeira é a formação de profissionais com o mais alto nível de excelência em ética, competência profissional e competitividade. Nos últimos 50 anos, tem sido o protagonista principal da revolução e evolução educacional ocorrida na região de Itu e Salto, com qualidade constantemente comprovada em avaliações, como as feitas pelo MEC e ENADE. |
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