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Funcionário da época da Santista é homenageado pelo CEUNSP
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Data:4/4/2008

Foram 26 anos tendo como segunda casa o histórico prédio da Brasital. Quando João Eleutério começou a trabalhar, a empresa já havia sido adquirida pela Santista. Hoje, o bisavô de 67 anos é o último daquela época a deixar o local, um marco referencial da cidade, e que desde o ano 2000 é de propriedade do CEUNSP (Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio). No último sábado, dia 29, ele foi homenageado, recebendo o reconhecimento dos colegas.
A aposentadoria veio em 1994, mas só agora ele decidiu realmente parar de trabalhar, não exatamente porque queria. “Preciso cuidar da saúde. Trabalhando, a gente não cuida direito”, conta “seu” João, como é mais conhecido pelos colegas do Centro Universitário.
Valores que nos dias atuais são reforçados à exaustão para que sejam absorvidos pelas novas gerações brotam com naturalidade das ações e das palavras deste paulista de Presidente Prudente, que chegou a Salto em 1981, já casado e com quatro filhos. Humildade, comprometimento, responsabilidade e amor ao ofício garantiram o respeito e a admiração de todos e fizeram de “seu” João um exemplo a ser seguido.
Sua postura o levou a ter diversas ocupações, mas sempre no setor de Serviços Gerais. “Tive quatro chefes na Santista, que nunca deixaram que eu fosse pra outra repartição. Sempre tive a confiança deles. Por isso, conheço telhado por telhado, porão por porão”, recorda o funcionário, que, dentre tantas atividades, trabalhou como motorista, entregador, vigia e bombeiro, inclusive dando treinamento para os mais novos.
“Nunca me atrasei. Sentiria vergonha se me atrasasse, pois o trabalho é a segunda casa que a gente possui e por isso devemos honrá-lo. Nunca usei a palavra ‘não’. Sempre fiz o que me pediam. Também nunca tive medo de ensinar os outros, porque sabia que nunca ia me faltar trabalho”, conta. E não faltou nem mesmo quando a Santista foi desativada: foi designado para trabalhar na equipe que zelaria pelo prédio até que o local tivesse um novo proprietário.
“Ele sempre foi o homem de confiança do professor Rubens”, conta a superintendente do Campus V, Maria do Carmo Carneiro, referindo-se ao reitor do CEUNSP, o professor Rubens Anganuzzi. A relação de confiança começou a ser construída logo no primeiro dia, quando ele, em poucos minutos, colocou em funcionamento uma bomba d’água que ninguém conseguia consertar. “Estava voltando de férias. Me pediram pra ver a bomba e em menos de dez minutos o pessoal já estava lavando tudo por aqui. Me disseram: seu João, se o pessoal da Santista mandar o senhor embora, o senhor não arrede pé daqui”, lembra ele.
Mesmo com tantos anos de casa, ele diz que não encara a “aposentadoria de fato” com tristeza. “As árvores que estão na reitoria, a gente que plantou. A gente planta uma árvore e às vezes tem tempo de aproveitar dela, às vezes não. Mas a gente não planta só pra gente, planta para os outros também”, ensina “seu” João.
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