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Contato
 
O Teatro Mágico” faz apresentação histórica no CEUNSP
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            O grupo “O Teatro Mágico” esteve na última sexta-feira, dia 10, no Teatro Escola “Prof. Rubens Anganuzzi Filho”, no Campus V do CEUNSP (Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio), em Salto, para uma entrevista coletiva momentos antes do espetáculo “Segundo Ato – A poesia Prevalece”, realizado numa lotada Anzuclub, em Itu. Pela primeira vez em cinco anos de história, o grupo se apresentou de cara limpa, sem maquiagem, tanto para a entrevista, que durou cerca de 1h30, como na execução de algumas canções, que transformaram o evento numa jam session.
            O Campus V foi escolhido por abrigar a Faculdade de Comunicação, Artes & Design (FCAD). Mais de 100 alunos, principalmente de Jornalismo e Teatro, mas também de Publicidade e Propaganda, Fotografia, Relações Públicas, Cinema e Rádio e TV, estiveram presentes e participaram da conversa no Teatro Escola.
            Ainda nos camarins, os integrantes d’OTM se surpreenderam com a recepção do “público” ao ser informado pelo coordenador da FCAD, Edson Cortez, de sua chegada. O líder da trupe, Fernando Anitelli, comentou: “Esperávamos uma sala de aula com algumas pessoas...”, disse, mostrando um misto de surpresa e alívio por não ser algo formal. Além dele, participaram da coletiva/show os músicos Galdino Octopus (violino e bandolim) e Willians Marques (percussão e malabares), além do artista circense Toicinho, este, devidamente caracterizado de palhaço.
            “Estamos de cara limpa, pela primeira vez, para mostrar que somos pessoas normais, e também uma oportunidade para honrar e valorizar a presença aqui”, disse Anitelli ao subir no palco. Ele iniciou contando como foi a formação do grupo, há cinco anos, quando freqüentava saraus e foi conhecendo os primeiros integrantes do que viria a ser o fenômeno “O Teatro Mágico”. Em comum, o desejo de falar da realidade e trazer à tona a arte livre e independente.             “A gente sabe que é uma guerra fazer arte, e alguns soldados vão caindo pelo caminho, mas juntos vamos levando essa bandeira”. Hoje na quarta formação, contando com pelo menos 13 integrantes – e muitas vezes incorporando artistas locais nas apresentações –, o grupo tem atraído um grande público, de até 40 mil pessoas, para seus shows, tudo através do boca-a-boca e divulgação pela Internet, por onde também disponibiliza gratuitamente suas músicas para download.
            Essa nova forma de comunicação com o público é o que tem chamado atenção da mídia, curiosamente alvo das principais críticas d’OTM, principalmente com relação à espetacularização da notícia, elevando a um patamar de “sensacional” notícias ou atrações muitas vezes sem conteúdo algum, ou ainda com conteúdo duvidoso. Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade, Anitelli fala com propriedade sobre o assunto. “A mídia só nos procurou por que seria impossível ignorar o que está acontecendo”, disse.
            A crítica abrange a relação da mídia com a indústria fonográfica. Anitelli disse que o grupo já recebeu propostas de todas as grandes gravadoras, mas sempre as rejeitou, afirmando que o “debate no grupo é sempre pé no chão”. Entre os argumentos para aceitarem as propostas estava o de que eles poderiam trocar suas bicicletas por carros ou até aviões em curto espaço de tempo. “Dissemos que todos do grupo assistiram E.T. e todos acreditam que nossas bicicletas são capazes de voar”, disse o músico, referindo-se à classifica cena do filme “E.T., o Extraterrestre”.
Por atitudes como esta, o grupo mantém uma independência relativa. “As pessoas acreditam que por já termos aparecido em capas da Folha, Estadão, no Fantástico, Jornal Hoje, MTV, Altas Horas, e falando mal de tudo isso [risos], estamos bem. Mas ainda temos dificuldades. É um projeto independente por não contar com patrocínios, mas somos dependentes do público, que é nosso patrocinador, assim como todos que optam por fazer arte independente”, disse Galdino, em resposta a uma questão da aluna Natália Lopes sobre as dificuldades que ainda enfrentam.
            Já o aluno Jean-Frédéric Pluvinage indagou se o grupo se via como integrante de um movimento de contracultura, como aconteceu nos anos 60 principalmente nos Estados Unidos. “Talvez esse termo hoje possa ser entendido de forma errada. No sentido daquele tempo, somos um movimento contracultura. No Brasil, talvez o que tenha tido a maior visibilidade, mas há muitos outros fazendo arte independente. Mas prefiro dizer que somos contra a indústria”, contextualizou Anitelli.
            Ao final da entrevista, a grande surpresa para todos: sem combinar nada previamente, os músicos plugaram seus instrumentos e apresentaram várias músicas do repertório d”O Teatro Mágico”, por mais de meia hora, num grande teste para o recém-inaugurado Teatro Escola “Rubens Anganuzzi Filho”, que passou na prova com louvor.
            Trajetória“O Teatro Mágico” é um grupo formado em Osasco, que reúne elementos do circo, teatro, poesia, música, literatura e do cancioneiro popular, tornando possível a junção de diferentes segmentos artísticos num mesmo espetáculo. Apesar de envolver essas várias expressões artísticas, a linguagem musical e cênica é popular e acessível para todo tipo de público, independente de idade e classe social.
            Embalando todas as canções, destacam-se violões, violino, guitarra, baixo, percussão, flauta, DJs, gaita, xilofone, bateria, bandolim e sonoplastia. São 10 músicos e três artistas circenses, além de algumas participações esporádicas, como a da percussionista Simone Soul (Funk Como Le Gusta) e de alguns músicos do grupo pernambucano Cordel do Fogo Encantado, que também participaram da gravação do segundo CD.
            De forma independente, sem apoio de gravadora ou campanhas na mídia, o grupo já atingiu números que muitas bandas "consagradas" ainda não conseguiram. Em quase cinco anos de história, foram mais de 500 shows, média de 1.000 pessoas por apresentação, e mais de 26.000 discos vendidos, além dos que são baixados gratuitamente pela Internet.
            A vinda de “O Teatro Mágico” para a região faz parte da vocação do CEUNSP de ser um centro de irradiação de cultura. Além das atividades em seus campi, a Instituição tornou-se uma importante fomentadora ao patrocinar eventos culturais, como “Humor de Quinta”, “Terça Insana”, “O Surto”, “Clube Privê”, “I Love Neide”, “Enfim, Nós”, "Neversário do Nerso", com o humorista Pedro Bismarck e seu personagem Nerso da Capitinga, entre outros. Uma nova apresentação d”O Teatro Mágico” já está fechada para Sorocaba, mas ainda sem a data definida.
            O CEUNSP (Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio), um dos maiores complexos educacionais do País, com 114 cursos, turnos e habilitações, do Jardim da Infância à Pós-Graduação, vem se notabilizando por um ensino de qualidade em que a diretriz primeira é a formação de profissionais com o mais alto nível de excelência em ética, competência profissional e competitividade. Nos últimos 50 anos, tem sido o protagonista principal da revolução e evolução educacional ocorrida na região de Itu e Salto, com qualidade constantemente comprovada em avaliações, como as feitas pelo MEC e ENADE.
Confira as fotos deste evento:
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